Matriz de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande

Rua Amaral Costa Nᵒ 141 – Campo Grande

Rio de Janeiro – RJ

CEP: 23050260

PROPRIETÁRIO:

Mitra Arquiepiscopal 

Século: XIX
Ano de construção: 1808
Breve Descrição

A atividade paroquial desta freguesia foi iniciada em uma singela ermida edificada no atual bairro de Bangu, que em 1673 se desmembrara do distrito de Nossa Senhora da Apresentação do Irajá. Não tardou para que esta primeira capelinha chegasse ao estado de ruína, denunciada por documentos da Igreja desde a década de 1720. Concluiu-se que o terreno da matriz era impróprio para sua função; a solução encontrada seria edificar novo templo em local mais adequado. Dom Francisco de São Jerônimo (1638-1721), bispo diocesano do Rio de Janeiro de 1701 até a sua morte, decidiu pelo terreno entre os Engenhos dos Coqueiros e do Viegas. A querela ocorrida entre os fregueses locais, que desejavam desviar de si a proximidade da Igreja e do pároco, não obstante, ocasionou um impasse que durou quase cem anos. 

Durante todo o século XVIII, portanto, a nova matriz não foi ereta e a antiga sucumbia diante do descaso e falta de zelo. Monsenhor Pizarro a visitou em 1794, denunciando seu completo abandono. Ele relatou que a capela possuía três retábulos: no principal estava entronizado o grupo do Desterro (com Jesus Menino, Maria e José); nos laterais constavam as devoções a Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora do Rosário. Todas possuíram irmandades para assear seus patrimônios. Uma nova matriz começou a ser erguida nos princípios do século XIX, no local onde funciona a atual paróquia de Campo Grande, em cuja capela-mor já se celebravam os ofícios a partir de 1808. Ela possui duas torres, concluídas no século XX; frontão originalmente triangular e atualmente recortado por volutas, com óculo no tímpano; portada principal única com quinas chanfradas e três janelas na seção do coro. Na mesma não há talha antiga e nem objetos da primeira freguesia.